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Limitação na captura de sardinha fez disparar importações e preço

A limitação à captura de sardinha fez disparar as importações (e o preço) de pescado em 2015, reforçando também a importância da captura de espécies pouco valorizadas, afirma o Instituto Nacional de Estatística (INE) num documento divulgado nesta terça-feira.  
De acordo com o relatório anual 'Estatísticas da Pesca', em 2015 foram transacionadas em lota 13 729 toneladas de sardinha, das quais 13 690 toneladas no Continente, «a quantidade mais baixa desde que há registos estatísticos sistemáticos por espécie, sendo o preço médio das transações em lota o mais elevado dos últimos vinte anos (2,19€/kg)».
«Em contrapartida, as importações de sardinha (fresca e congelada) aumentaram a um ritmo médio anual de 11,6% em quantidade e 15,9% em valor entre 2010 e 2015, com as importações a atingirem 35,5 milhões de euros em 2015 e um volume que foi quase o dobro das capturas registadas», precisa o organismo público de estatísticas.shutterstock 17722564
No ano passado, a frota de pesca nacional capturou 140,8 mil toneladas de pescado fresco ou refrigerado (119,9 mil toneladas em 2014), que renderam no mercado de primeira venda 261 milhões de euros (+5.4% que em 2014). O preço médio do pescado descarregado, 1,81€/kg, foi o mais baixo desde 2012. O maior volume de capturas a nível nacional resultou exclusivamente da maior captura no Continente, sobretudo de peixes marinhos como a cavala (+57,5%) e o carapau (+33,7%).
Por outro lado, segundo observa o documento do INE, «a adaptação da atividade pesqueira às limitações da captura de sardinha tem vindo a reforçar a importância de espécies pouco valorizadas; a espécie mais pescada em Portugal foi a cavala com 46,4 mil toneladas em 2015, o que correspondeu a 33,0% do volume total de capturas de pescado fresco ou refrigerado».
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