Congelados crescem e chegam a quase todos os lares portugueses

25
05
26

Os congelados continuam a reforçar o seu peso no consumo doméstico em Portugal, com crescimento em valor e em volume, elevada penetração nos lares e uma frequência de compra regular. Segundo dados da Worldpanel by Numerator, no acumulado móvel até ao primeiro trimestre de 2026, face ao período homólogo, o setor cresceu 8,3% em valor e 4,2% em volume, num contexto em que o preço médio aumentou 4%.
A categoria chega já a 98,9% dos lares portugueses e regista uma frequência média de 32 compras por ano, o que corresponde a uma ida à categoria a cada 11 dias. Os dados mostram, assim, um mercado praticamente universalizado, mas ainda com margem de crescimento através da frequência, da valorização e da evolução de segmentos específicos.
O crescimento em valor foi sobretudo impulsionado pelo peixe congelado não preparado e pelo bacalhau congelado não preparado, segmentos que, em conjunto, representam cerca de 32% do valor da categoria e foram os que mais contribuíram para o desempenho positivo. O peixe não preparado contribuiu com 2,3 pontos para o crescimento em valor, enquanto o bacalhau não preparado acrescentou 1,2 pontos.
Também os “outros congelados”, onde se incluem fruta, pão, bolos e outros produtos, tiveram um contributo relevante, de 1,1 pontos. Seguiram-se gelados, vegetais e legumes, carne não preparada, pizzas e salgados.

Batatas e pizzas ganham compradores
Apesar de peixe e bacalhau liderarem o contributo para o crescimento em valor, foram as batatas e as pizzas que mais compradores incorporaram nos últimos 12 meses. A penetração das batatas congeladas aumentou 3,2 pontos percentuais, enquanto as pizzas cresceram 2,9 pontos.
Também a carne de bovino congelada, os vegetais e legumes e o marisco não preparado registaram ganhos de penetração. Em sentido contrário, segmentos como carne de aves, peixe e marisco preparado e gelados perderam compradores no período analisado.
A evolução mostra uma categoria com dinâmicas distintas: os segmentos mais estruturais, como peixe e bacalhau, puxam pelo valor, enquanto produtos de maior conveniência, como batatas e pizzas, alargam a base de compradores.

Preço médio sobe na maioria dos segmentos
Ainda segundo a Worldpanel by Numerator, a subida do preço médio foi transversal à maioria dos segmentos de congelados, mas com intensidades diferentes. O bacalhau congelado não preparado registou o maior aumento, de 16,4%, seguido da carne de bovino, com uma subida de 12%.
Também os salgados, a carne não preparada, o peixe não preparado, as carnes “outras” e os gelados registaram aumentos acima da média da categoria. As principais exceções foram a carne preparada, com uma descida de 5%, e as batatas, cujo preço médio recuou 3,3%.
A evolução sugere que parte relevante do crescimento em valor continua associada ao efeito preço, embora o aumento em volume confirme que a categoria também ganhou procura real.

Marcas da distribuição lideram em valor e volume
As marcas da distribuição mantêm uma posição dominante nos congelados. Representam 61,6% do valor e 71,8% do volume da categoria, sendo também o principal motor de crescimento. No período em análise, contribuíram com 4,9 pontos para o crescimento em valor e 3,4 pontos para o crescimento em volume.
As marcas de fabricante continuam a ter um peso relevante em valor, com uma quota de 38,4%, mas representam apenas 28,2% do volume. Ainda assim, também contribuíram positivamente para o crescimento da categoria, com 3,5 pontos em valor e 0,8 pontos em volume.
Por canais, as lojas de sortido amplo, que incluem insígnias como Sonae, Jerónimo Martins, Auchan, Intermarché, E.Leclerc e El Corte Inglés, representam cerca de 60% do valor e do volume dos congelados e reforçaram a sua posição no último ano.
Este canal ganhou 1,7 pontos percentuais de quota em valor e 1,4 pontos em volume, contribuindo com 6,8 pontos para o crescimento em valor da categoria e 3,8 pontos para o crescimento em volume.
Já o sortido curto, onde se incluem Aldi, Lidl, Mercadona e Minipreço, perdeu quota em valor e volume, embora tenha mantido contributo positivo para o crescimento, apontam ainda os dados da Worldpanel by Numerator. O comércio tradicional continua com baixa representatividade nos congelados, com quota inferior a 3%.

Riberalves vê conveniência como motor dos congelados
A categoria de congelados tem registado um crescimento sustentado, impulsionado pela procura de soluções mais convenientes, rápidas e adaptadas às novas rotinas de consumo. Para a Riberalves, esta evolução confirma o potencial de produtos que combinam facilidade de preparação com qualidade, confiança e ligação à tradição gastronómica portuguesa.

Voltar

Sede

Largo de São Sebastião da Pedreira, 31, 4º
1050-205 Lisboa
(+351) 21 352 88 03
geral@alif.pt

Mantenha-se Informado

Login Associados
© 2026 | Todos os direitos reservados a ALIF
envelopephone-handsetcrossmenuchevron-left